terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Fazendo musica

   Consideramos fazer musical como o contato entre a realização acústica de um enunciado musical e seu receptor, seja este alguém que cante, componha, dance ou simplesmente ouça.*

A produção musical ocorre por meio de dois eixos — a criação e a reprodução — que garantem três possibilidades de ação: a interpretação, a improvisação e a composição.
O que caracteriza e particulariza cada um dos modos de realização musical?

A interpretação é atividade ligada à imitação e reprodução de uma obra. Mas interpretar significa ir além da imitação por meio da ação expressiva do intérprete. Somos intérpretes quando cantamos ou tocamos uma obra musical.

Improvisar é criar instantaneamente orientando-se por alguns critérios. Se para falar de improviso é preciso ter em mente o assunto, o domínio de um vocabulário, ainda que pequeno, assim como algum conhecimento de gramática, algo semelhante ocorre com a música. Quando improvisa, o músico orienta-se por critérios e referenciais prévios, e, tal qual acontece na fala improvisada, quando coisas interessantes e significativas são ditas sem que fiquem registradas, a improvisação musical lança idéias, pensamentos, frases, textos... Se não ficam registradas integralmente, como sucede com o documento escrito, as idéias musicais não se perdem totalmente. Vão e vêm, transformando-se, recriando-se, podendo ser trabalhadas e amadurecidas.

Composição é a criação musical caracterizada por sua condição de permanência, seja pelo registro na memória, seja pela gravação por meios mecânicos (fita cassete, CD), seja, ainda, pela notação, isto é, pela escrita musical. Foi graças às partituras (notações musicais) que pudemos ter acesso às composições musicais do passado, às obras de compositores da música ocidental como Beethoven, Bach, Chopin, entre outros.

* FERRAZ, S. "Elementos para uma análise do dinamismo musical", in Cadernos de Estudo/Análise Musical, nº 6/7. São Paulo: Atravez, 1994, p. 18.

Fonte: Livro - Musica na educação infantil, proposta para a formação integral da criança; Por teca Alencar de Brito. Editora Peirópolis, 2008 De Teca Alencar de Brito; pag. 57

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